O que fazer? Marina Silva, que parece intuir o tempo, e repetir que "nada mais forte do que uma ideia cujo tempo chegou", propõe uma "nova forma de fazer política", no recém inaugurado Movimento da Cidadania.
Notícias sobre a corrupção na prática governamental chegam a novo clímax. De repente publica-se o que todos já sabíamos? Tudo articulado nos corredores, e a população assiste a tudo perplexa, revoltada, mas sem saber o que fazer.
Os órgãos de controle Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF), sobretudo, denunciam. Mas por que as denúncias não vão para frente?
Conta-se com o TEMPO, que transformará tudo em VENTO. Daqui a uma semana, novas manchetes, novos fatos, e tudo se apagará da memória. Conta-se com isto para que a impunidade continue a grassar, e tudo continue como dantes.
Na fundação do Movimento de Cidadania, por Marina Silva na quinta-feira, 7 de julho de 2011 em São Paulo, esta cidadã brasileira que traz a esperança de uma nova forma de se fazer política, propõe “sensibilizar os brasileiros, ainda meros espectadores, para transformarem-se em força mobilizadora, para que este Brasil, o Brasil que está de `fora´ desta política hoje praticada, e disseminada, reaja”. Este é o único caminho para transformação, do mundo, através de si mesmo....
Para isto é necessário conhecer os fatos, saber como se relacionam com o sistema institucional que os mantém... Saber responder:
1. Por que o prefeito de Teresópolis, denunciado por desviar recursos públicos de calamidade pública ainda continua no exercício das funções de prefeito. Por que não foi afastado? Por que não se pede a intervenção estadual no Município, cujos habitantes continuam sem hospitais, sem auxílio, sem governo?
2. Por que os denunciados por corrupção de obras superfaturadas não são presos?
3. Por que não há concurso para os cargos de Ministros e Conselheiros dos Tribunais de Contas da União e dos Estados?
4. Por que existe dificuldade processual de se apurar faltas administrativas resultantes de improbidade administrativa?
É o sistema institucional que não está preparado para processar e punir o que a sociedade deseja. Portanto, há mudanças que se impõem. Mas não é necessário somente saber o que não se quer, mas também é preciso saber o que se quer, e como fazê-lo. E para fazê-lo é necessário organização, e engajamento político, ainda que seja suprapartidário.
É pensando em colaborar com este processo de renovação política, nesta “nova forma de fazer política”, que este blog noticia os fatos, faz os seus comentários, e insiste em pontos que entende fundamentais para que o modelo institucional brasileiro sirva aos brasileiros, e não aos políticos que dele se servem.
Fatos, comentários quanto ao modelo e funcionamento institucional e jurídico do serviço público, e da política legislativa serão, daqui por diante, nossa linha de informação e divulgação.
Fatos, comentários quanto ao modelo e funcionamento institucional e jurídico do serviço público, e da política legislativa serão, daqui por diante, nossa linha de informação e divulgação.