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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Copa D’Or: luxo e lixo





Lixo hospitalar recolhido na calçada sem horário certo, caminhões de coleta atravessados no meio da rua, muito barulho, perigo de contaminação e a espera de soluções por parte das autoridades responsáveis. Assim se define a situação descrita por um leitor, vizinho a uma das unidades de saúde mais luxuosas do Rio, em Copacabana.

Segundo o mesmo, os resíduos do moderno hospital Copa D’Or são recolhidos por duas empresas - Atmosfera e a Multi Ambiental - que invadem, literalmente, a Rua Figueiredo Magalhães, para o desespero de pedestres, motoristas que trafegam pelo local e moradores da região.

A “fanfarra”, como o próprio leitor define, não somente instaura o caos no ir e vir, mas também simboliza o descaso com o verdadeiro risco iminente à saúde representado pelo lixo infectado com todo tipo de bactérias e vírus, além do barulho frequente. Mesmo já tendo procurado soluções junto à Prefeitura, nada foi feito diante de tal cenário.



Venda ilegal - Em outubro de 2008, em uma matéria exclusiva sobre as ameaças do lixo contaminado, suas consequências e a venda avulsa – ilegal - de resíduos hospitalares no Rio de Janeiro, o jornal “Correio do Brasil” denunciava que caminhões e outros veículos menores recolhiam os detritos diretamente dos hospitais e clínicas, e levavam a carga contaminada para ferros-velhos da cidade.

Nestes locais, separavam os produtos de valor comercial, vendiam e seguiam depois para os depósitos com o que sobrava do material infectado.

Uma das empresas citadas foi a mesma que ainda hoje, segundo nosso leitor, faz a coleta do Copa D´Or. Na ocasião, a reportagem do Correio do Brasil seguiu um caminhão baú que fazia o recolhimento de lixo do referido hospital (placa KQR-0861). O veículo chegara à unidade hospitalar às 13h32m. Na carroceria, a estampa da Multi Ambiental.

O tipo de carga a ser transportada era o de lixo extraordinário – que é basicamente composto de restos de alimento, latas e garrafas de água e refrigerantes consumidos por pacientes. Uma hora depois, o veículo deixou o hospital e seguiu em direção à Central do Brasil.

Na Rua Barão de São Félix, o caminhão parou em frente a um depósito de ferro-velho. “O motorista e o ajudante abriram a porta traseira da carroceria e retiraram, sem nenhuma proteção, vários sacos contendo latas de alumínio e outros materiais. Tudo foi vendido para um homem, que aparentava ser o responsável pelo depósito”, detalha a matéria.

No dia seguinte, outro carro da Multi Ambiental fez o mesmo trajeto do caminhão baú. Desta vez, porém, era uma Fiorino, placa do Rio de Janeiro LCF 3584, com a marca “Lixo Infectante” na carroceria.

“A Fiorino chegou ao Copa D’Or às 6h59m. Uma hora depois, estava novamente no ferro-velho na Central do Brasil. Entrou no acesso ao Morro da Providência e estacionou, saindo do ângulo de visão da Rua Barão de São Félix. O motorista e o ajudante saltaram do veículo. No entanto, eles perceberam que estavam sendo seguidos pelo carro da reportagem e voltaram para a Fiorino, indo embora sem deixar nenhuma carga no depósito", descrevia o jornal à época.

Ainda naquele ano, Janio Ribeiro, um dos sócios da Multi Ambiental, foi procurado pela reportagem e limitou-se a afirmar que o lixo recolhido no hospital Copa D’Or levado para o ferro-velho era material reciclável e que não representava  perigo para a população, pois não havia risco de contaminação.

Da porta pra fora

É importante avaliar o que ocorre após o descarte desses resíduos pela unidade, o método de coleta e os locais para onde são levados. É sabido que a questão do tratamento é debatida com especial rigor pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), em que é realizado o Programa de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde (PGRSS).

Ainda assim, o quadro será levantado detalhadamente por nosso Gabinete junto aos órgãos responsáveis.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

"O futuro do lixo no Rio de Janeiro"

O descarte e o tratamento do lixo são questões essenciais em todo o mundo. Entretanto, atualmente, apenas 8% dos municípios brasileiros possuem programas de coleta seletiva.

E no município do Rio de Janeiro? Aqui o lixo recebe a destinação correta? Como os outros países lidam com o descarte? Qual o potencial econômico do lixo moderno?

Veja estas e outras questões na íntegra do vídeo abaixo, do programa "Rio TV Debate", com a participação da vereadora Sonia Rabello:


Rio TV Debate - 09.06.2011 - "O futuro do lixo no Rio de Janeiro" from Rio TV on Vimeo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Lixo urbano


Os resíduos do Poder Público no Rio
                                                                                 
Maracanã
 Hospital do Fundão
                                                                                                         
Nas fotos acima vemos enormes entulhos de duas grandes demolições: a do Maracanã, e da perna seca de parte do Hospital do Fundão. São lixos “públicos”, recicláveis, pois seu material poderia, e deveria ser reaproveitado em outras construções, especialmente para moradias de interesse social, se é que este tema interessa além do discurso.

Seu acúmulo é inaceitável, já que se trata de problema de mera gestão pública. Sua retirada do local, e reaproveitamento, deveria estar incluído, como cláusula, no contrato da empresa encarregada da obra. Tudo com prazo.
Se está, cabe ao Poder Público fiscalizar o seu cumprimento já. Se não está, o contrato deve ser aditado para tanto, e responsabilizadas as autoridades que esqueceram de cumprir as leis federal e municipal sobre resíduos sólidos, às vésperas do Rio sediar a próxima conferência mundial sobre SUSTENTABILIDADE – a Rio +20.

A sustentabilidade tem a ver com saúde. Trata-se de prevenção de doenças causadas pela poluição do ambiente urbano já esgotado. É uma questão somente de planejamento e gestão pública da Cidade, que tem pressa, mas parece não ter gestão.

11 de março - Rodovia destruída por terremoto em Naka. (Foto: AP)
17 de março - Rodovia já restaurada. (Foto: AP)

Enquanto isto, no Japão, eles reconstroem uma rodovia em apenas 6 dias (Confira a matéria).

Treinamento, educação e gestão = eficiência. Sem desperdício. Menos falação, e mais ação!